terça-feira, 15 de março de 2016

Bogotá & Zipaquirá, um pouco da Colômbia Andina.


Conversando com amigos que gostam de viajar, me dei conta de um fato que acontece com bastante frequência: o turista brasileiro não dá o devido valor a certos destinos, acabam por transformá-los em paradas/ pontos de conexão para o destino final. Isso acontece bastante com Bogotá, na Colômbia e a Cidade do Panamá, no Panamá. Grande bobagem! As duas cidades possuem uma cultura e história bastante rica, além de ter uma noite bastante animada e agitada. Como eu já falei anteriormente sobre a minha passagem pelo Panamá (http://www.ticobrazileiro.blogspot.com.br/2014/08/panama-dubai-das-americas.html), hoje irei abordar um pouco da minha recente passagem pela capital colombiana e garanto que você que em acompanha irá se instigar para programar uma ida até lá!

Na última postagem, vocês puderam acompanhar um pouco do meu voo pela Avianca Internacional, entre São Paulo e Bogotá (http://www.ticobrazileiro.blogspot.com.br/2016/02/como-e-viajar-de-sao-paulo-para-bogota.html), que durou exatas 5 (cinco) horas e 40 (quarenta) minutos. Para os que tem medo de turbulência, é normal balançar um pouco sempre que os aviões sobrevoam a floresta amazônica. Já em terra firme, no Aeropuerto El Dorado, após a retirada da bagagem e passar pelo controle da aduana colombiana, o segundo passo era procurar agências de câmbio, para trocar o Real por Pesos Colombianos. Num primeiro momento, achei que o câmbio era péssimo, como acontece em todos os aeroportos do Mundo, mas comparando depois, percebi que não há um grande diferença para o câmbio dentro da cidade. Minha sugestão é que você tire uma quantidade, mas não gaste todo o dinheiro fazendo o câmbio no aeroporto. Deixe outra parte para tentar fazer, ganhando um pouco mais nas proximidades do Parque de La 93.

Antes de chegar na capital colombiana, percebi algo curioso: Bogotá possui uma grande variedade de hotéis e as vezes a preços bastante atrativos. Não se surpreenda se encontrar tarifas de hotéis de até 5 (cinco) estrelas a preços inacreditáveis, de forma positiva. Obviamente isso só irá acontecer se você conseguir se programar com antecedência, afinal, nem passagem aérea você consegue barata, quando de última hora. Acabei optando por um antigo hotel Pestana, que agora se chama Bogotá 100 (http://www.tripadvisor.com/Hotel_Review-g294074-d3418721-Reviews-Hotel_Bogota_100-Bogota.html). Na minha opinião, a localização era perfeita, perto de tudo e dava para fazer algumas coisas caminhando, inclusive ir até o Parque de La 93.

O voo chegou próximo ao horário do almoço e eu estava faminto! Após pedir algumas sugestões no hotel, me indicaram ir no Parque Usaquén, que leva o nome do bairro do hotel e ir no restaurante Tienda del Café (http://tiendadecafe.co/), que não pensei duas vezes ao pedir a cerveja mais típica do País, que é a Aguila! Acabei descobrindo que eles fazem igual aos Estados Unidos, com a versão light de todo tipo de cerveja. O restaurante é bastante agradável e serve todo tipo de comida, mas se você não gostar muito dele, é possível caminhar pelas ruas ao redor do parque e escolher outros. Importante destacar para vocês que em Bogotá, é mais seguro você pedir o taxi em aplicativos ou nos restaurantes, do que pegar qualquer um no meio da rua. Isso eu já tinha lido em alguns blogs e foi confirmado por todos, desde restaurantes até mesmo no hotel.

Como o primeiro dia era muito leve, resolvi conhecer a famosa Zona T e Zona Rosa, que ficam um ao lado do outro. Para quem não sabe, a região antigamente era conhecida por ser reduto de traficantes de drogas e prostitutas, considerado um dos piores bairros da cidade. Hoje em dia é repleto de restaurantes, lojas de grife e shoppings centers. Foi assim que cheguei no centro de compras, que é conhecido pelo nome de Andino. E foi lá que provei o típico café colombiano, o Juan Valdez (quem vai na Colômbia, tem que experimentar!). Como não estava com horário para nada, fiquei por ali mesmo para tomar um chopp na Zona T, no barzinho La Cervecería (http://www.lacerveceria.com.co/). O ambiente é muito legal para reunir amigos, casais e entrar noite adentro de Bogotá. Se não gostarem, há outros bares que pude ir e experimentar, como o The Pub (http://www.thepub.com.co/), um típico pub irlandês com uma variedade de cervejas artesanais colombianas. Para os amantes da cerveja, é a região ideal, podendo caminhar “de bar em bar”.
Já os que não conseguem viver sem comprar, a idéia é caminhar um pouco pela Zona Rosa e entrar nas diversas lojas de grife, como Zara, H&M, Hugo Boss, entre tantas outras. Ah, também é possível encontrar restaurantes excelentes, além de cassinos! Isso mesmo, pessoal! Em Bogotá, o jogo é totalmente permitido e quem gosta de tentar a sorte nas maquininhas ou no poker, vale a pena viver a experiência, mas sempre com prudência.


Antes de vir a Bogotá, peguei algumas dicas em alguns blogs de viagem e acabei confirmando umas coisas, com pessoas do hotel e restaurantes. O modo mais seguro de se andar de táxi, é pedindo no aplicativo (eles usam o mesmo EasyTaxi usado no Brasil) quando tiver rede wifi, ou pedir para alguém solicitar um para vocês. Não é recomendável pegar qualquer táxi no meio da rua, apenas isso. Outro detalhe, é que eles cobram cerca de 700/ 900 pesos por você solicitar o taxi pelo aplicativo, que no início achei que estava sendo enrolado e a noite, eles cobram cerca de 1700 pesos colombianos extra, de adicional noturno (chamado lá de recargo nocturno). Mas quero deixar claro que a cidade é bastante segura, caminhei muito por lá e não tive problemas. A sensação de segurança é enorme, não tem absolutamente nada a ver com a Colômbia do tráfico de drogas.

O dia seguinte era reservado para fazer um tour completo pela cidade de Bogotá, incluindo o centro histórico da cidade. A dúvida era como isso seria executado, aproveitando o tempo da melhor forma possível. No hotel, acabei conhecendo o Sr. Guilhermo Solano, que faz esses tours e cobrou um ótimo preço para levar em toda a cidade e esperar o tempo que fosse necessário, inclusive guardando as malas/ bolsas e mochilas dentro do carro dele. Para quem quiser os serviços e eu indico bastante, inclusive para translados até o Aeroporto El Dorado, basta chamar/ combinar com ele pelo whatsapp: +57 (314) 409-7144. A rota foi a seguinte: Cerro Montserrate, Museo del Oro, Plaza Bolívar, Candelária, Museo Botero (que acabou não dando tempo, o que foi uma lástima!).

Chegando no Cerro Montserrate, existem duas filas organizadas para quem vai pagar para a subir em “efectivo” (dinheiro) ou em cartão de crédito. Como eu sempre viajo, pensando na próxima viagem, já fui pra fila do cartão de crédito para acumular milhas! A subida é feita num funicular, enquanto que a descida é num teleférico. O topo do cerro, é uma altitude de cerca de 3.150 metros, o que complica um pouco por você sentir de forma inevitável os efeitos da altitude. Se cansa com maior facilidade. No desembarque, há uma acesso um pouco inclinado que tem figuras vindas da Itália sobre a via crucis de Jesus Cristo, que termina com a visão da catedral do “El Señor Caído”, que foi construída no século 17 e continua bastante preservada por lá. Pelas laterais da igreja, é possível apreciar o tamanho da cidade de Bogotá numa linda vista panorâmica da capital colombiana.



O tempo era curto e tinha que ser bem aproveitado, por isso o próximo local seria o famoso destino era o Museo del Oro, que fica no centro da cidade. Ele é mantido pelo Banco de la Republica de Colombia e a entrada é quase que simbólica! A principal finalidade é mostrar para o público geral, um pouco da história do ouro na Colômbia e na região, além de exaltar os trabalhos feitos pelos indígenas do período pré-colombiano e atual. Apenas por curiosidade, vocês sabiam que o território da colombiano era muito maior? Se chamava de Gran Colombia e alguns territórios ganharam independência e hoje são Equador, Peru, Venezuela e Panamá. Como sempre gosto de conhecer um pouco mais da cultura e do País, converso bastante com taxistas e pessoas locais e descobri que esses países que hoje não são mais parte da Colômbia, estão buscando em cortes internacionais, parte do ouro que ainda resta no País.


Na saída do museu, comecei uma caminhada no coração da cidade, que sempre é bom lembrar algumas recomendações de segurança! É bastante tranquila a caminhada nesta região, mas é bom ficar atento às bolsas e pertences, por existirem vários batedores de carteiras! Não se preocupem que ninguém irá abordar vocês e assaltar, mas há sim muito furto. Ao final da caminhada, cheguei na principal praça da cidade, a Plaza de Bolívar, que tem entre outros monumentos o Palácio de Justiça (que Pablo Escobar financiou grupos guerrilheiros colombianos, em meados dos anos 80, para promover um atentado e queima de documentos que podiam incriminá-lo) e o Capitólio Colombiano e a Catedral Primada de Bogotá. Sem dúvida é uma caminhada bastante interessante e rica em história, mas para quem não gosta de pombos, há milhares deles. O pior é que eles voam pra cima de você e é inevitável ter que se abaixar, por incrível que pareça. Apenas para ilustrar um pouco mais, no Palácio da Justiça é aonde está a Corte Suprema do País e a Catedral de Bogotá, foi construída entre 1807 e 1823.

A caminhada continua, em direção a famosa Candelária, que fica nos arredores da Plaza de Bolívar e é cheia de história com suas casinhas feitas em estilo espanhol, além do famoso Museu do Botero, que infelizmente não poderei dar muitas dicas aqui. Como havia perdido muito tempo no Cerro Montserrate, o tempo estava acabando e a opção ficou por caminhar um pouco pela Candelária, do que entrar no famoso museu. Sem dúvidas as ruazinhas estreitas e com arquitetura colonial espanhola e barroca, chama bastante atenção, além de dar um charme especial a toda a região da cidade. O ideal é ter calma para poder curtir bastante a região e explorar cada rua que existe, ou sentar num café e admirar o ir e vir das pessoas pelas ruas.



Por fim, não poderia deixar ir em duas cidades próximas a Bogotá: Chía e Zipaquirá. Começando pela segunda, é a maior produtora de sal do País e aonde tem a maior atração turística da região, que é a Catedral de Sal. Construída 300 (trezentos) metros abaixo do solo e no interior de uma mina de sal, ela foi criada pela fé dos mineiros e relembra a via crucis de Jesus Cristo, com diversas cruzes no caminho até a cúpula e salão principal da Catedral. Na principal ala da catedral, é possível ver uma cruz gigantesca, com cerca de 16 (dezesseis) metros de altura e escultura de mármore da “Criação de Adão”, feita por Carlos E. R. Arango. Não há como perder este passeio, na cidade que fica cerca de uma hora/ uma hora e dez minutos de Bogotá. No mais, a cidade lembra bastante uma cidade de interior, principalmente interior da Espanha e é quase um vilarejo, bastante charmoso e interessante.



O nosso passeio termina em um lugar imperdível, que é o famoso restaurante Andres Carne de Rès, que existem dois: um na Zona Rosa (mais novo e com três andares) e o mais tradicional, que é este que estou falando agora. Um detalhe importante sobre o termo “Rès”! Eu fiquei bastante confuso e achava que era algo de outro planeta, mas por lá, eles chamam isso todo tipo de carne de “vaca”/ “boi”, foi o que perguntei e entendi, se alguém souber de algum outro significado, estou aberto a correções. Voltando ao local, o clima é de bastante animação, com os garçons e garçonetes tentam animar famílias, casais ou grupos de amigos. O som ambiente é de música típica colombiana, que as vezes se confundem com caribenha, talvez pelo País ser banhado no seu norte, pelas águas do Mar do Caribe. Inclusive, há uma pista de dança, aonde quase todos são obrigados a dançar, pelos funcionários do Andres. Outro momento legal, é quando lhe colocam a faixa de “bienvenido a la tierra” com uma coroa de papelão, como se você fosse o “rei” do lugar. Sem dúvidas é um lugar que merece bastante destaque por tudo que envolve ele. Aproveitem os cortes de carne, servidos de cervejas artesanais e nacionais bastante geladas. Uma certeza? Sempre que eu for em Bogotá, irei voltar no Andres Carne de Rès!




Gostaram dessa postagem?

Confiram o vídeo exclusivo que fiz sobre Bogotá, Zipaquirá e Chía, no meu canal do youtube. Ainda não se inscreveu? Então vai em www.youtube.com/ticoso e se inscreve. Agora pressione “play” para assistir um pouco mais sobre essa viagem:





4 comentários:

Vanessa Machado disse...

Olá, tudo bem? Adorei o post, seu roteiro está muito parecido com o que pretendo fazer em setembro. Você poderia me dizer como foi para Zipaquirá? Por conta própria (se sim, qual meio de transporte usou?) ou com tour pronto? Muito obrigada!!!

José Antonio Fernandes de Souza Mendonça Brazileiro (Tico Brazileiro) disse...

Olá Vanessa !
Eu fui com um motorista, que acredito que coloquei até o contato dele aqui, o Guilhermo Solano! Ele esperou o tempo que eu quis, em Zipawuira e na Catedral de Sal e ainda levou e esperou no Andrés Carne de Rès, o tradicional!

Sai mais barato que pacotes turísticos que vendem por aí ou por lá, além de dar uma liberdade maior! Vale a pena e é um cara muito gente boa !

Vanessa Machado disse...

Conversei com o guia que você indicou e gostei bastante do atendimento... agendei com ele para me levar em Zipaquirá e também o transporte de/para o aeroporto. Obrigada!

José Antonio Fernandes de Souza Mendonça Brazileiro (Tico Brazileiro) disse...

Excelente ! Ele me levou no aeroporto também! Gente dá melhor qualidade e bastante atencioso... que bom que deu tudo certo! Aproveite... Bogotá eh incrível! :)